São Miguel do Iguaçu apresenta resultados do Projeto Mosaico Ambiental e avança em busca de reconhecimento federal
06/11/2026 São Miguel do Iguaçu
Estudo identificou e mapeou áreas de relevância socioambiental, com foco na conservação da biodiversidade, integração de espaços protegidos e captação de recursos estaduais e federais.

O Governo Municipal de São Miguel do Iguaçu, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, realizou, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, a apresentação dos resultados do Projeto Mosaico Ambiental. O trabalho identificou e mapeou áreas de relevância socioambiental do município, com o objetivo de integrar esses espaços, fortalecer a conservação da biodiversidade e ampliar as possibilidades de captação de recursos estaduais e federais.

Desenvolvido pela empresa Nativa do Brasil, o projeto contemplou levantamentos de campo, elaboração de mapas e identificação de áreas de conectividade com o Parque Nacional do Iguaçu e o Corredor Ecológico de Santa Maria. O estudo também abrangeu parques ambientais municipais, unidades de conservação, territórios dos povos tradicionais e assentamentos rurais, além da atualização do mapa viário.

A iniciativa dá continuidade às ações iniciadas no primeiro mandato da atual gestão, com a implantação dos primeiros parques ambientais por meio da Secretaria de Agricultura. Posteriormente, os trabalhos foram ampliados pela Secretaria de Meio Ambiente.

O secretário de Meio Ambiente, Claudinei de Almeida, destacou que o projeto busca conciliar a preservação dos recursos naturais com novas oportunidades de desenvolvimento. “Não estamos apenas mapeando áreas ambientais. Estamos construindo uma nova visão de território, na qual a conservação da biodiversidade, a valorização das comunidades e o desenvolvimento sustentável caminham juntos. São Miguel do Iguaçu tem uma riqueza ambiental que precisa ser reconhecida, protegida e transformada em oportunidades para toda a população”, afirmou.

O vice-prefeito Claudio Rodrigues ressaltou a importância da elaboração de projetos que permitam ao município buscar novos investimentos. “Toda secretaria é incumbida de fazer projetos, não só para trazer despesas para o município, mas também para angariar recursos junto aos governos estadual e federal. Temos o Parque Nacional do Iguaçu, os parques municipais que não existiam e passaram a existir agora, o corredor de biodiversidade do Lago de Itaipu e muito mais dentro do município, que podemos transformar em receita”, destacou.

O diretor de Meio Ambiente, Marcos Babinski, que acompanhou a fiscalização e os levantamentos técnicos, também ressaltou os benefícios do trabalho. “Esse estudo qualifica São Miguel do Iguaçu a buscar recursos federais destinados à preservação, modernização e desenvolvimento dos nossos parques municipais e áreas protegidas, reforçando nosso compromisso com a gestão ambiental e a captação de investimentos”, explicou.

O engenheiro florestal Marcelo Lubas, da empresa Nativa do Brasil, destacou a importância dos estudos técnicos para o desenvolvimento do projeto. “O levantamento a campo foi parte essencial para o andamento do projeto. Também foram mapeadas áreas de povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, que, de acordo com a legislação federal, são consideradas áreas protegidas e se inserem no Mosaico de Unidades de Conservação”, detalhou.

Com a apresentação dos resultados, o Governo Municipal avança na busca pelo reconhecimento federal do Mosaico Ambiental. Para isso, foi instituída, por meio do Decreto Municipal nº 486/2026, a Comissão Municipal do Mosaico, responsável por coordenar as ações, articular-se com os órgãos competentes e acompanhar a documentação que será encaminhada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Redação Guia São Miguel

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