O forte temporal que atingiu Maringá, no Norte do Paraná, na madrugada desta segunda-feira (02), pode ter sido provocado por uma supercélula, um tipo de tempestade altamente organizado e com grande potencial destrutivo. A avaliação preliminar é da equipe de meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que analisou os danos registrados no município, além de imagens de radar e satélite.
De acordo com o Simepar, a tempestade estava associada a uma severa linha de instabilidade que ganhou força ao alcançar Maringá. Sistemas desse tipo podem provocar ventos extremamente intensos e destrutivos, que atingem o solo tanto em movimentos lineares quanto em movimentos de giro.
Os impactos continuam sendo sentidos pela população. Até as 16h30 de segunda-feira, aproximadamente 29% da cidade permanecia sem energia elétrica. Para restabelecer o fornecimento, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) mobilizou cerca de 300 profissionais.
O abastecimento de água também foi prejudicado em algumas regiões, com possibilidade de interrupção ou redução da pressão. Segundo a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a previsão era normalizar o serviço até a madrugada desta terça-feira (03).
No trânsito, a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira permanecia alagada e interditada nos dois sentidos. Diversos semáforos também estavam desligados devido à falta de energia, exigindo atenção redobrada dos motoristas.
Os estragos atingiram ainda a rede municipal de ensino. Cinco escolas tiveram as atividades suspensas após sofrerem danos provocados pelo vendaval. Nas demais unidades e nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), as aulas e o atendimento continuaram normalmente.

A recuperação da cidade envolve aproximadamente 400 pessoas, distribuídas em 26 equipes, que atuam no atendimento às ocorrências e na reconstrução dos locais atingidos. A mobilização reúne diferentes órgãos públicos, forças de segurança, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e municípios da região.
Como reforço financeiro, a Assembleia Legislativa do Paraná anunciou o repasse de R$ 5 milhões para auxiliar na recuperação dos estragos. O apoio foi articulado por deputados estaduais e pelo presidente da Alep, Alexandre Curi.
Na área da saúde, os serviços de urgência e emergência continuam funcionando com o apoio de geradores e hospitais parceiros. Também foram disponibilizadas vagas em unidades de saúde de outros municípios, caso seja necessária a transferência de pacientes.

A orientação das autoridades é evitar deslocamentos até as regiões mais atingidas e respeitar as interdições, contribuindo para a segurança da população e o trabalho das equipes de recuperação.
A Prefeitura alerta que os moradores não devem tentar remover galhos ou árvores por conta própria, devido ao risco de contato com a rede elétrica. Os pedidos de retirada podem ser registrados pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site da Prefeitura, na opção "Temporal".
Em situações de emergência com risco à vida, os contatos são:
SAMU: 192;
Defesa Civil: 199;
Corpo de Bombeiros: (44) 3127-1193 ou (44) 99144-4363.
Em caso de fios rompidos ou postes danificados, a população deve manter distância e comunicar imediatamente a Copel pelo telefone 0800 51 00 116.
A falta de energia também pode ser informada pelo aplicativo, site ou WhatsApp da companhia, pelo número (41) 3013-8973. Outra alternativa é enviar um SMS para 28593 com as letras "SL", seguidas do número da unidade consumidora, disponível na conta de luz.
As equipes seguem mobilizadas para restabelecer os serviços essenciais e recuperar os pontos atingidos pelo temporal.
Redação Guia São Miguel com informações e foto da Catve.com
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