São-miguelense vive drama no Líbano e tenta voltar ao Brasil com três filhas após perder o marido em bombardeio
19/05/2026 São Miguel do Iguaçu
Natural de São Miguel do Iguaçu, Samantha de Carvalho Reda, de 33 anos, busca ajuda para deixar a zona de conflito e reencontrar a mãe, que não a vê há 18 anos

A paranaense Samantha de Carvalho Reda, de 33 anos, natural de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná, enfrenta um drama marcado pela guerra, pela perda e pela esperança de recomeçar. Morando há 18 anos no Líbano, ela tenta retornar ao Brasil com as três filhas, de 13, 10 e 6 anos, após sobreviver a ataques que devastaram sua vida e culminaram na morte do marido durante um bombardeio.

Filha de pai libanês, Samantha deixou o Brasil ainda jovem e se mudou para o Oriente Médio. Foi na capital Beirute que construiu sua história, formou família e passou a viver ao lado do marido e das crianças, mantendo, à distância, os laços com os parentes no Paraná.

Nos últimos meses, no entanto, a realidade da família foi destruída pela escalada do conflito na região. A residência onde moravam em Beirute foi atingida durante ataques e ficou completamente em ruínas, obrigando-os a abandonar o local.

Diante do aumento da violência, Samantha e os familiares decidiram se mudar para uma cidade próxima, acreditando que estariam mais seguros. De acordo com relatos da família, moradores teriam recebido informações de que um cessar-fogo estava em vigor, o que fez com que a circulação nas ruas voltasse ao normal. Porém, a notícia seria falsa.

Foi nesse momento que ocorreu a tragédia: o marido de Samantha foi morto durante um bombardeio, enquanto estava dentro do carro.

Agora viúva e com três crianças sob seus cuidados, Samantha tenta deixar o país em meio à instabilidade e à insegurança provocadas pela guerra. O objetivo é retornar ao Brasil e recomeçar a vida junto da família paranaense.

A mãe de Samantha, Madalena, ainda mora em São Miguel do Iguaçu e não vê a filha há quase duas décadas. O pai, por sua vez, atualmente reside em Santa Catarina.

Sem respostas efetivas de órgãos oficiais até o momento, familiares tentam mobilizar apoio para conseguir trazer Samantha e as filhas de volta ao Paraná, em busca de segurança, acolhimento e um novo começo longe da guerra.

Redação Guia São Miguel com informações da Catve.com

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