A expectativa de investidores internacionais é de forte alta no preço do petróleo na segunda-feira, em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de energia.
Segundo dados da corretora IG Group, o petróleo bruto dos EUA pode registrar alta de cerca de 9% na reabertura das negociações, saltando de aproximadamente US$ 67 para mais de US$ 73 por barril — o maior nível desde junho de 2025. Analistas do Barclays avaliam que, em caso de interrupção significativa no fornecimento, o barril pode atingir US$ 80.
A disparada ocorre apesar da decisão da Opep+ de ampliar a produção acima do inicialmente previsto. O grupo concordou em aumentar a oferta em 206 mil barris por dia em abril, superando a estimativa anterior de 137 mil barris, numa tentativa de mitigar os impactos da crise.
O foco das tensões está no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo. Relatos indicam que a Guarda Revolucionária iraniana restringiu a passagem de embarcações na região, enquanto ao menos 150 navios-tanque permaneceram ancorados no Golfo Pérsico. Um petroleiro foi atacado no domingo, segundo informações oficiais de Omã.
A instabilidade já afeta cadeias logísticas. A operadora portuária DP World suspendeu operações no porto de Jebel Ali, em Dubai, e a Mediterranean Shipping Company interrompeu reservas de cargas para o Oriente Médio. A Agência Internacional de Energia informou que monitora de perto os desdobramentos e seus reflexos sobre os mercados globais.
No campo financeiro, investidores buscam ativos considerados seguros. O ouro registrou valorização de 2,25% nos mercados de fim de semana da IG, enquanto a prata avançou 3,2%. Em Londres, o índice FTSE 100 deve abrir em queda de cerca de 0,5%, após ter alcançado recorde histórico na sexta-feira.
Bolsas do Golfo Pérsico também reagiram negativamente. O mercado da Arábia Saudita recuou 2,5%, enquanto a bolsa do Kuwait suspendeu as negociações citando “circunstâncias excepcionais”.
Especialistas alertam que o impacto poderá chegar rapidamente ao consumidor final. A alta no petróleo tende a pressionar os preços da gasolina e do diesel, especialmente em países dependentes da importação de combustíveis. O aumento dos custos de seguro marítimo na região também adiciona mais um fator de encarecimento ao transporte global de energia.
Com a situação considerada “altamente instável” por analistas de risco, o mercado iniciará a semana sob forte volatilidade, atento aos desdobramentos militares e diplomáticos que podem redefinir o equilíbrio energético mundial.
Redação Guia São Miguel
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